O ônibus é o lugar que eu mais penso, porque simplesmente não tem nada para fazer lá, já estou cansada de ouvir sempre as mesmas músicas, e não consigo ler livros porque fico enjoada, tudo bem que de vez em quando eu durmo, mas normalmente eu penso e penso muito em diversas coisas, faço diversas analises criticas da minhas vida e as vezes até rola uns insights criativos. Observo as pessoas que entram e saem, e as vezes fico tentando adivinhar as suas histórias, fico pensando se alguém tem algo em comum comigo, o que fazem da vida, se são felizes, e nesses momentos eu percebo que não sou o centro do mundo o que eu faço ou deixo de fazer não é tão importante para as outras pessoas quanto é para mim, as vezes isso me dá uma certa angustia, não sei explicar direito, uma sensação de formiguinha no meio da multidão, me sinto tão pequena e eu diria até desimportante.
Uma vez fiquei pensando se quando eu morrer quantas pessoas vão ao meu enterro e quantas realmente sentiriam minha falta e por quanto tempo, sei que isso parece meio idiota, mas eu realmente já pensei nisso diversas vezes. Já pensei em fazer algo tão importante que a humanidade fosse lembrar de mim para sempre tipo Isaac Newton, imagina em toda aula de física do mundo inteiro as pessoas estudarem sobre as minhas descobertas, as leis da Tati rs*, ia ser legal....
Fui...
Também tento decifrar a vida das outras pessoas as vezes, rs.
ResponderExcluirA questão de ser 'insignificante' se resume em uma passagem do filme 'Lembranças', que é o seguinte: "O que quer que faça na vida será insignificante, mas é muito importante que faça, porque se você não fizer, ninguém mais irá fazer.".